Áreas marinhas protegidas em risco

Para além dos impactos diretos da mineração, há que ter em conta que estes se vão somar a muitos outros que a humanidade já tem sobre os Oceanos.

A biodiversidade marinha está sob ameaça devido às nefastas atividades humanas no mar, como as pescas, o transporte marítimo, a exploração de gás e petróleo e a poluição causada por atividades em terra. Para proteger os animais e os habitats marinhos, algumas áreas encontram-se designadas por Áreas Marinhas Protegidas. Estas áreas são frequentemente definidas em importantes zonas onde as espécies se reproduzem ou se alimentam. As Áreas Marinhas Protegidas podem ter diferentes níveis de proteção: nalgumas são permitidas atividades humanas desde que sejam sustentáveis. Noutras, como reservas marinhas, as atividades humanas são reduzidas ao mínimo ou até banidas por completo. As Áreas Marinhas Protegidas podem ser criadas sob a tutela de legislação nacional, regional, europeia ou internacional. Ao abrigo das Diretivas da UE para as Aves e Habitats, os estados-membro são responsáveis pela designação de uma Rede Natura 2000 de áreas protegidas e pela implementação de medidas de gestão que garantam a boa manutenção de habitats e espécies. A Diretiva Marinha requer também que os estados-membro definam redes coerentes e representativas de Áreas Marinhas Protegidas, que deverão ter como objetivo a conservação da biodiversidade e das funções dos ecossistemas a um nível regional.

As Áreas Marinhas Protegidas cobrem atualmente apenas 6% das águas marinhas da UE, o que não é suficiente para assegurar a proteção de todas as espécies e ecossistemas marinhos europeus sob ameaça. A Convenção sobre Diversidade Biológica exige que os países conservem, pelo menos, 10% das suas áreas costeiras e zonas marinhas até 2020, mas os cientistas recomendam que pelo menos 30% dos mares e oceanos do mundo devessem ser considerados como zonas de ‘impacto zero’, onde as atividades pesqueiras fossem completamente banidas de modo a garantir uma genuína sustentabilidade marinha.

Medidas de gestão são fundamentais para prestar uma efetiva proteção a habitats e espécies. Os tipos de medidas implementadas nas Áreas Marinhas Protegidas por toda a Europa são diversos. Vão desde zonas de ‘atividade zero’ a áreas marinhas protegidas de ‘uso múltiplo’, onde diferentes atividades são permitidas sob certas condições. Na verdade, as Áreas Marinhas Protegidas são muitas vezes meros conceitos que existem apenas no papel, não reunindo medidas de aplicação concretas para reduzir os impactos das atividades humanas nocivas.

Mais informações aqui (http://www.seas-at-risk.org/issues/marine-protected-areas.html)